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Príncipe trancado para fora de palácio em briga real

Por Diário de Goiânia · · 3 min de leitura

Um caso de família ganhou os holofotes nos últimos dias. A origem da confusão é um parente que alega ter sido impedido de entrar num imóvel familiar. Mas essa não é uma família desconhecida: tratam-se dos herdeiros da Família Real do Brasil. Quem relata ter sido retirado do Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, é o príncipe Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança, que precisou acionar a Justiça para voltar a acessar o endereço. Ré no caso está a Companhia Imobiliária de Petrópolis, que tem três Orléans e Bragança — o pai e os tios de Pedro Tiago — no quadro societário.

Tudo ocorreu no último dia 9. Dom Pedro Tiago, de 47 anos, saiu do imóvel para fazer exercícios e, ao retornar ao palácio, seguranças que alegavam estar a serviço da Companhia teriam o impedido de entrar no endereço. O príncipe teria conseguido contornar a construção e entrar, mas teria ficado encastelado, ocasião em que temeu pela sua segurança. Segundo consta no processo, a Polícia Militar foi acionada pelos seguranças.

Bombas de gás lacrimogênio teriam sido ainda lançadas contra ele e marcas no chão são apontadas como prova dessa ocorrência. Segundo a PM, agentes do 26º BPM (Petrópolis) foram acionados para atender uma ocorrência de invasão de residência no endereço no último dia 9. Em nota, a corporação informou que, no local, "o acusado resistiu à determinação da equipe de deixar o local" e que "foram utilizados instrumentos de menor potencial ofensivo para viabilizar a contenção do acusado”. A confusão terminou na delegacia.

No dia seguinte, acompanhado por seus advogados, o príncipe decidiu retornar ao imóvel, mas não conseguiu entrar: as chaves haviam sido trocadas. Fabrizio Bon Vechio e Francisco Rudnicki Martins de Barros, advogados que representam Dom Pedro Tiago, então, acionaram a Justiça. No último dia 11, o juiz Adriano Loureiro Binato de Castro, da 2ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis concedeu liminar e determinou a expedição do mandado de reintegração de posse, determinando que a ré Companhia Imobiliária de Petrópolis desocupasse o palácio.

Bisneto da Princesa Isabel, fã do tetravô Dom Pedro II, trineto da Princesa Isabel e pentaneto de Dom Pedro I, Dom Pedro Tiago retornou ao imóvel, mas deu falta de alguns pertences. Agora, seus advogados analisam que medidas legais cabíveis podem tomar para que os bens — que incluem roupas, tablet, bicicletas, um carro e um quadro — sejam devolvidos.

Por trás da briga estaria a possível venda do Palácio do Grão-Pará, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1930. O imóvel, que está no nome da Companhia Imobiliária de Petrópolis, estaria avaliado na casa dos R$ 70 milhões. O advogado Fabrizio Bon Vechio observou que o príncipe é o legítimo ocupante do palácio há décadas e que vai lutar pelos seus direitos para preservar o palácio na família.

De acordo com nota divulgada pela Casa Imperial do Brasil, Pedro Tiago foi "privado do acesso aos seus pertences pessoais, documentos e instrumentos de trabalho" após ser removido do imóvel, onde alega morar desde que nasceu. Seus pais teriam casado no próprio palácio, onde o príncipe também foi batizado.

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