Pai de youtuber morto: "Não foi acidente
O pai do youtuber argentino Gaspar "Gaspi" Prim Díaz, morto em uma colisão entre dois helicópteros no Rio de Janeiro, afirmou que acredita que o acidente foi, na verdade, um atentado. Ricardo Prim, em entrevista ao jornal argentino Clarín, disse que “não se sabe se foi um acidente ou um atentado” e que, com base em dados que recebeu, considera que não foi um acidente.
O empresário, que é dono de uma livraria na Argentina, não detalhou quais seriam essas provas ou informações. Ele mencionou o nome do cantor norte-americano Oliver Tree, que também morreu na tragédia, como um possível fator de interesse no caso. A colisão aconteceu no último domingo, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, e matou seis pessoas.
Investigação técnica e responsabilidades
Enquanto a família contesta as circunstâncias, o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) trabalha com hipóteses técnicas. As principais frentes de apuração incluem falhas na separação entre as aeronaves, problemas na comunicação via rádio e possíveis irregularidades no plano de voo.
As aeronaves de prefixos PP-MAC e PR-DJJ estavam em situação regular junto à Anac, com certificados de aeronavegabilidade válidos. No entanto, por estarem registradas na categoria de serviço privado, não possuíam autorização para operar como táxi-aéreo, o que exige protocolos de segurança e manutenção mais rigorosos.
Vítimas e próximos passos
Além de Gaspi, de 23 anos, e Oliver Tree, de 32 anos, morreram no acidente o cineasta Lucas Vignale, o produtor musical Lucas Brito Chaves e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac. O caso é investigado simultaneamente pela Polícia Civil, que apura responsabilidades criminais pelas mortes, e pelo Seripa III, que busca identificar fatores contribuintes para prevenir novas ocorrências.
O relatório final do Cenipa sobre as causas da colisão pode levar de dois a cinco anos para ser concluído.