Nationalelf: 3 Gründe fürs Scheitern
A estreia da seleção do Uzbequistão em uma Copa do Mundo não está ocorrendo como o esperado. Após uma dura derrota por 5 a 0 para Portugal, a equipe tem poucas chances de avançar para a fase eliminatória. Em duas partidas, o time marcou um gol e sofreu oito.
Após o jogo, foi difícil para os torcedores verem as lágrimas do capitão e zagueiro do Manchester City, Abdukodir Khusanov. Por trás da emoção, ficou evidente que a equipe não conseguiu oferecer resistência ao adversário e perdeu a bola em situações simples.
Três fatores principais explicam o desempenho abaixo do esperado na competição histórica.
1. Nervosismo no grande palco e diferença de nível
A seleção joga bem na Copa da Ásia e em nível continental, mas o ritmo e a pressão de uma Copa do Mundo são completamente diferentes. A maioria dos jogadores não tem experiência em ligas europeias de alto nível, e muitos nunca atuaram fora do Oriente Médio.
Os jogadores não conseguiram acompanhar o ritmo intenso de Colômbia e Portugal. O forte estresse gerou uma sequência de erros técnicos simples, como passes imprecisos, falhas de posicionamento e perda fácil da bola para o adversário. Um erro similar contra Portugal resultou em um falta que originou o segundo gol sofrido. Ficou claro que a equipe não estava preparada mental ou taticamente para o torneio.
2. As consequências da 'dança das cadeiras' de técnicos
Para entender o momento atual, é preciso olhar para o passado recente. A base da seleção foi construída pelo técnico esloveno Srečko Katanec. Sob seu comando, a equipe chegou às quartas de final da Copa da Ásia de 2023. No inverno de 2025, Katanec deixou o cargo inesperadamente por motivos de saúde. Na época, a seleção ocupava o segundo lugar nas eliminatórias.
Em seguida, a lenda local Timur Kapadze assumiu o time. Sob sua liderança, o Uzbequistão garantiu a vaga na Copa do Mundo pela primeira vez na história, de forma antecipada. O processo parecia lógico e promissor.
O ponto de virada foi a decisão da Federação Uzbeque de Futebol (UFA) de contratar Fabio Cannavaro para a Copa, acreditando que a equipe precisava de um técnico estrangeiro mais famoso. A carreira de Cannavaro como treinador é considerada controversa, sem sucesso em várias equipes. A aposta não se pagou antes do torneio.
3. Adversários fortes e diferença de recursos (valor do elenco)
É preciso reconhecer que a habilidade individual dos jogadores ainda não está no nível da elite mundial. O trabalho duro e a paixão são valorizados, mas os números são claros. A seleção ocupa a 35ª posição no ranking de valor de elenco da Copa, sendo uma das equipes mais baratas. O número de jogadores que atuam em clubes de elite da Europa é pequeno.
O governo realiza reformas para desenvolver a infraestrutura do futebol e abrir academias. No entanto, o futebol é um investimento de longo prazo. Os resultados levam anos para aparecer.
Próximo passo: sair de cabeça erguida
Talvez em mais dez anos o Uzbequistão possa competir de igual para igual com as grandes seleções. Por enquanto, a realidade é outra. A principal tarefa agora é fazer uma partida digna na última rodada da fase de grupos.
O próximo jogo é contra a República Democrática do Congo. A expectativa é que os jogadores mostrem todo o seu potencial na despedida e deixem o campo de cabeça erguida para os torcedores e o país.