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Modrić: craque que aprendeu entre ovelhas e pedras

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura

O craque croata Luka Modrić, eleito melhor jogador do mundo em 2018 com a Bola de Ouro e presente em quatro Copas do Mundo (2006, 2014, 2018 e 2022), teve uma infância marcada pela simplicidade no campo. O camisa 10 e capitão da seleção da Croácia cresceu em Modrići, um pequeno vilarejo do país europeu.

Como os pais trabalhavam em uma fábrica de tecelagem durante o dia, Modrić passou boa parte dos primeiros anos ao lado do avô, também chamado Luka, de quem herdou o nome. Em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport, o meio-campista contou que foi com o avô que conheceu a rotina rural e a importância das atividades do campo para as famílias da região.

Enquanto se encantava com os animais da propriedade, Modrić começou a desenvolver a paixão pelo futebol, improvisando jogos nas pastagens e terrenos pedregosos. "Quando eu era criança, não ia para o jardim de infância, estava sempre chorando, então me levaram para a 'casa alta' dele, no sopé do Monte Velebit, na Dalmácia. Cresci com animais, gostava de puxar o rabo das cabras, acho que aprendi a jogar futebol lá, entre as ovelhas e as pedras", disse.

A ligação com o campo foi interrompida em 1991, quando o avô de Modrić foi assassinado por rebeldes sérvios durante a guerra pela independência da Croácia contra a Iugoslávia. O futuro craque tinha seis anos. "Uma noite, meu avô não voltou para casa. Foram procurá-lo. Ele havia sido baleado em um campo à beira da estrada. Ele tinha 66 anos. Não tinha feito mal a ninguém. Tivemos que deixar tudo para trás de um dia para o outro, amigos, entes queridos, pertences. Nos refugiamos primeiro em Makarska, no orfanato-campo de refugiados. Depois, em Zadar", lembrou.

A tragédia marcou o fim da infância simples. Anos depois, Modrić se tornou um dos maiores meio-campistas da história. Ele venceu seis vezes a Liga dos Campeões pelo Real Madrid e liderou a Croácia em duas campanhas históricas na Copa do Mundo: o vice-campeonato em 2018 e o terceiro lugar em 2022.

Em outra história de superação ligada ao campo, o goleiro do Irã também teve uma infância entre ovelhas que o ajudou a entrar para o Guinness Book, o livro dos recordes.

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