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Maisa Silva: 20 anos de carreira e foco em novos desafios

Por Diário de Goiânia · · 3 min de leitura

Depois de 20 anos de carreira, Maisa Silva, de 24 anos, retorna aos cinemas nesta semana como a voz da antagonista Lilypad em “Toy Story 5”. A atriz, apresentadora, dubladora, influenciadora e empresária começou na TV aos três anos de idade e acumula uma trajetória multifacetada.

À frente da Mudah, agência de marketing de influência que cofundou em 2020, ela gere talentos e atende clientes como Netflix e O Boticário. Em entrevista ao videocast ForbesTalk, Maisa afirmou que busca novos desafios. “Meu combustível são os novos desafios. Estou sempre aberta para eles”, disse.

Início na TV

Reconhecida por 96% da população brasileira, segundo pesquisa da Ilumeo Data Science, Maisa relembra a estreia na TV. Com três anos, pediu aos pais para conhecer o apresentador Raul Gil. Durante um teste, improvisou uma dança e foi aprovada como assistente de palco. O jeito espontâneo chamou a atenção de Silvio Santos, que a levou para o SBT.

No SBT, passou a infância e o início da adolescência como pupila de Silvio. A base familiar funcionou como blindagem: os pais sugeriam que ela deixasse a TV para focar nos estudos, mas ela recusava. “Era o que eu amava, e é o que me faz feliz até hoje”, afirmou. Sobre Silvio Santos, disse: “O Silvio me deu uma aula de como ser um bom patrão.”

Transição para streaming e novela

Aos 16 anos, ganhou um programa próprio no SBT e entrou na lista Forbes Under 30. Dois anos depois, não renovou o contrato com a emissora para protagonizar a série “De Volta aos 15”, na Netflix. A decisão envolvia o risco de cancelamento da obra. “Pensei: se não der certo, pelo menos eu sei que tentei”, contou.

Em 2025, voltou às novelas na TV Globo como a vilã Bia, em “Garota do Momento”. “Fiquei sete anos sem fazer novela. Será que eu ainda sei fazer isso?”, questionou. “A síndrome da impostora costuma me pegar no início do trabalho, mas depois fico mais aliviada.”

Empreendedorismo

Maisa sempre teve veia empreendedora. O plano era fundar uma agência publicitária aos 30 anos, mas foi acelerado quando o sócio Guilherme Oliveira propôs o modelo de negócio. Aos 16 anos, fundou a Mudah. “Quero que a voz dos criadores seja escutada e que eles sejam valorizados”, disse.

A empresa incorpora sustentabilidade: em parceria com a Associação Copaíba, planta uma árvore na Mata Atlântica para cada campanha comercializada. Maisa também atua como embaixadora do Unicef, defendendo direitos de crianças e adolescentes.

Rede social e próximos passos

Com quase 47 milhões de seguidores no Instagram, Maisa acompanha as transformações da creator economy. Para manter a conexão com o público ao longo de duas décadas, aposta em consistência. “Não existe fórmula para viralizar. Acredito em pilares, construção e criação de comunidade”, afirmou.

Hoje, ela organiza a agenda para tirar férias com a família, faz terapia, pratica esportes e respeita os próprios limites. Para o futuro, quer expandir a Mudah e os papéis no audiovisual. “Saúde, em primeiro lugar, é a minha maior meta, e depois felicidade. Se eu tiver esses dois, o céu é o limite”, concluiu.

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