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Juízes defendem penduricalho e comparam Dino a Collor

Por Diário de Goiânia · · 1 min de leitura

A presidente do Sindicato de Magistrados do Brasil (Sindimagis), Cyntia Cordeiro, afirmou que as verbas indenizatórias pagas a juízes acima do teto constitucional, conhecidas como penduricalhos, são direitos e não privilégios. Em entrevista à Folha, a juíza do trabalho substituta do TRT-5 criticou a atuação do ministro do STF Flávio Dino ao limitar esses pagamentos, comparando-o ao ex-presidente Fernando Collor.

Cyntia Cordeiro disse que Dino age de acordo com um projeto político e que pretende se candidatar à Presidência da República. "Ele quer ser o novo caçador de marajás, o novo Collor", afirmou. A juíza também questionou a falta de uma quarentena para ministros do STF que assumem cargos políticos após deixarem a corte.

A presidente do Sindimagis negou que a maioria dos juízes de primeira instância tenha benesses. "Privilégio é ter milhões para investir em resort", disse, em referência a uma situação envolvendo um ministro do STF. Ela defendeu que o debate sobre verbas indenizatórias desvia a atenção de outros escândalos que atingem o tribunal.

Cyntia Cordeiro afirmou que o sindicato representa toda a categoria, diferentemente das associações tradicionais, que representam apenas seus associados. Ela defendeu a indicação de um juiz de carreira para a vaga no STF, argumentando que falta no tribunal a visão do magistrado sobre o devido processo legal.

A juíza também comentou a flexibilização das regras para férias na Justiça Federal. Ela disse que a resolução apenas regulamentou o fracionamento dos 60 dias anuais, sem ampliar o período total de descanso. Segundo ela, não há possibilidade jurídica de extrapolação desse limite.

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