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Irã ataca Golfo após ofensiva dos EUA

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura

O Irã atacou países do Golfo neste domingo (12) após nova ofensiva dos Estados Unidos. Jordânia, Kuwait, Omã e Catar foram alvos de mísseis iranianos. A mídia estatal iraniana informou que os bombardeios norte-americanos mataram um militar do país.

No sábado (11), o Comando Central das Forças Armadas dos EUA afirmou ter atingido 140 alvos militares iranianos. Foram mais de 300 alvos em três noites de ataques. O objetivo, segundo os norte-americanos, foi prejudicar a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam pelo estreito.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, escreveu na rede social X: "O Irã fez uma má escolha. Agora está pagando o preço". A mídia estatal iraniana noticiou explosões no sul do país, nas cidades de Bandar Abbas, Sirik e Jask, e na ilha de Qeshm. Também houve explosões na província do Khuzistão, na fronteira com o Iraque. Não houve relatos imediatos de vítimas.

As agências de notícias Mehr e Tasnim, citando uma autoridade local, disseram que a ofensiva dos EUA matou um soldado. O tenente Hamidreza Dehghani, da Marinha das Forças Armadas da República Islâmica, foi morto durante o ataque ao porto de Jask. Após os bombardeios, o Irã fechou o Estreito de Ormuz e disparou tiros de advertência contra embarcações.

A Guarda Revolucionária declarou que o estreito permanecerá fechado até segunda ordem. "Nenhuma embarcação terá permissão para passar", afirmou. Neste domingo, a agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que um ataque ocorreu a cerca de 17 km da Península de Musandam, em Omã. O ataque provocou um incêndio a bordo e a tripulação abandonou o navio.

Autoridades de Omã disseram que 23 membros da tripulação do navio GFS Galaxy foram resgatados. A busca por um tripulante desaparecido continua. O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, que atua como mediador, pediu moderação aos dois lados.

Antes dos ataques iranianos, no sábado, Irã e Omã realizaram negociações sobre a guerra e a navegação em Ormuz. Uma delegação do Catar, outro país mediador, participou das conversas. Autoridades iranianas disseram que os futuros arranjos para o tráfego no estreito devem ser elaborados pelos dois Estados costeiros. Eles concordaram em continuar as discussões.

Em 17 de junho, Washington e Teerã assinaram um memorando de entendimento com um cessar-fogo de 60 dias. O objetivo era encontrar uma solução definitiva para a guerra. No entanto, desde quarta-feira (8), o presidente dos EUA, Donald Trump, vem dizendo que o acordo "acabou". No dia 7 de junho, os EUA bombardearam alvos no Irã após acusar Teerã de atacar três navios comerciais no Estreito de Ormuz.

No sábado (11), após o funeral de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que a "vingança" era "inevitável". Na sexta, Trump acusou o Irã de conspiração após notícias sobre um suposto plano iraniano para assassiná-lo. Ele prometeu "dizimar e destruir completamente todas as regiões" do país caso o regime tente matá-lo.

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