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Infância com ovelhas levou goleiro do Irã ao Guinness

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura

O goleiro do Irã, Alireza Beiranvand, ganhou destaque após a atuação contra a Bélgica na segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Ele fez sete defesas, manteve o placar zerado em Los Angeles e foi eleito o melhor jogador da partida pela Fifa.

A história do arqueiro de 33 anos está ligada ao ambiente rural. Ele passou a infância ajudando a família nômade na criação de ovelhas em Lorestan, província no oeste do Irã.

Em entrevistas, Beiranvand lembrou que, por ser o filho mais velho, tinha mais responsabilidades com os animais. A família se mudava com frequência entre aldeias para pastorear o rebanho.

Ele sonhava com o futebol, mas o pai queria que seguisse a tradição. Quando ingressou em um clube local, o pai descobriu e rasgou suas luvas. Sem dinheiro, Beiranvand pegou dinheiro emprestado, fugiu para Teerã e dormiu na rua nos primeiros meses.

Já consolidado como goleiro, percebeu que uma habilidade do trabalho com as ovelhas se tornou um diferencial. O costume de arremessar pedras pesadas para proteger o rebanho desenvolveu força nos braços, permitindo lançamentos longos.

Essa característica o levou ao Guinness Book. Em 11 de outubro de 2016, no duelo entre Irã e Coreia do Sul, Beiranvand fez um arremesso de mão de 61,0026 metros, o mais longo em uma partida oficial. Outro recorde ocorreu em 17 de abril de 2019, com um chute de drop de 78,02 metros.

O Irã busca um feito inédito em 2026: avançar ao mata-mata. A oportunidade será no sábado (27/6), contra o Egito, pela última rodada do Grupo G.

Haaland e a vida no campo

O atacante norueguês Erling Haaland também tem ligação com o ambiente rural. Ele sabe dirigir trator e sonha em ter uma fazenda com vacas após se aposentar.

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