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Haris Tabakovic: recusou Suíça para defender Bósnia

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura

O atacante Haris Tabakovic, que hoje defende a seleção da Bósnia e Herzegovina, tem uma história de vida marcada pela imigração e pela escolha de representar o país de seus pais. Nascido na Suíça, filho de bósnios que fugiram da guerra, Tabakovic recusou a oportunidade de jogar pela seleção suíça e pediu para defender a Bósnia.

Em entrevista, o jogador destacou o sacrifício de sua família. "Ir para um país onde você não fala o idioma, abrir mão de tudo aos 30 anos com uma criança pequena e um bebê a caminho, mesmo tendo estudado e tido sua própria empresa. Depois, ter que se virar fazendo jardinagem e coisas do tipo, para poder dar uma nova vida aos seus filhos, é algo indescritível. Sou infinitamente grato por isso", disse.

Tabakovic também falou sobre integração. "Todos são bem-vindos para serem quem quiserem, mas precisam se integrar ao novo país, ao sistema e à sociedade. Sempre internalizei isso e essa atitude me ajudou muito", afirmou.

A vida na Suíça não foi fácil. Enquanto começava a carreira no futebol, ele trabalhava como aprendiz em um banco. "Eu chegava ao trabalho de terno às oito da manhã, sempre um dos primeiros, pois tinha que sair no máximo às quatro da tarde. Depois, corria para casa, tirava o terno, preparava o sanduíche da minha mãe, pegava o trem para Berna e chegava em casa por volta das dez da noite. Você precisa sair da sua zona de conforto e investir tudo no seu sonho", contou.

O sucesso não veio na Suíça. Com 1,96 m, o atacante rodou por clubes na Hungria até parar no Austria Lustenau. Aos 26 anos, pensou em voltar ao banco quando estava sem clube, mas se destacou e foi para o Austria Viena. Depois, jogou na Alemanha por Hertha Berlin, Hoffenheim e atualmente defende o Borussia Mönchengladbach, com 13 gols em 32 partidas.

Em 2023, Tabakovic pediu para trocar de nacionalidade no futebol. Ele havia atuado pelas categorias de base da Suíça, mas não foi chamado para a seleção principal. Pela Bósnia, já são quatro gols em dez jogos.

Na primeira rodada da Copa do Mundo, ele ficou no banco no empate em 1 a 1 com o Canadá. Nesta quinta-feira, a Bósnia enfrenta a Suíça às 16h, em Los Angeles, pela segunda rodada do grupo.

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