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Hakimi, capitão do Marrocos, vai a julgamento por estupro

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura

O jogador marroquino Achraf Hakimi será julgado na França por acusação de estupro. A Justiça francesa confirmou nesta sexta-feira (19) que há indícios suficientes para levá-lo a um tribunal criminal na região de Paris. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Apelação de Versalhes, que manteve o envio do caso a julgamento, contestado pela defesa do atleta.

Em fevereiro de 2023, uma jovem denunciou que o jogador do Paris Saint-Germain (PSG) a estuprou em sua casa. Hakimi sempre classificou a acusação como falsa. A defesa do jogador afirma que o envio a julgamento não significa que ele seja culpado. A advogada de Hakimi, Fanny Colin, disse que a investigação só foi aberta porque um boletim policial vazou para a imprensa, já que ele é uma figura pública.

A advogada da denunciante, Rachel-Flore Pardo, celebrou a decisão como uma vitória judicial. Ela afirmou que a cliente sente alívio e esperança após mais de três anos de batalha judicial. A jovem, identificada pelo pseudônimo Jeanne, disse em entrevista que deseja um julgamento para ser ouvida e que acreditem nela.

O jogador, de 27 anos, afirmou nas redes sociais que aguarda o julgamento com impaciência. Disse que escolheu permanecer em silêncio durante anos e que confia na Justiça. Hakimi é capitão da seleção do Marrocos e disputa sua terceira Copa do Mundo. O anúncio do julgamento ocorre enquanto ele se prepara para a segunda partida do Marrocos na competição, contra a Escócia.

A denunciante relatou que conheceu Hakimi pelo Instagram em janeiro de 2023. Segundo o relato, ela foi até a casa do jogador em um carro de aplicativo solicitado por ele. A jovem afirma que Hakimi a beijou e tocou sem consentimento antes de estuprá-la. Ela disse que conseguiu se afastar e pediu para uma amiga buscá-la. Hakimi foi indiciado e colocado sob controle judicial em março de 2023.

A data do julgamento ainda não foi divulgada. A defesa do jogador não confirmou se recorrerá da decisão à Corte de Cassação.

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