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Eli Just, o Messi da Nova Zelândia, vê celular explodir.

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura

Depois de um empate agitado com o Irã na estreia da Copa do Mundo, a Nova Zelândia busca sua primeira vitória na história da competição diante do Egito, neste domingo (21), às 22h. Para saírem com os três pontos do BC Stadium, em Vancouver, Canadá, os All Whites contam com o brilho de Elijah Just, de 26 anos, que se tornou o maior artilheiro da seleção em Copas ao marcar duas vezes na primeira rodada.

De origem chinesa por parte da mãe, Just começou a carreira no futebol neozelandês, onde foi apelidado de "Messi" por ter baixa estatura, ser canhoto e habilidoso. Depois de passar pelo time de Wellington e pelo Eastern Suburbs, foi transferido para o Helsingør, da Dinamarca, em 2022, até que chegou no Motherwell, da Escócia, em 2025.

Em sua primeira temporada no clube escocês, recebeu a desconfiança do então capitão Paul McGinn por suas características físicas. No entanto, contribuiu com sete gols e oito assistências naquela temporada, fazendo o companheiro admitir que era "absolutamente brilhante".

Sua história com a seleção começou cedo, tendo disputado a Copa do Mundo Sub-17 de 2017, a sub-20 em 2019, e as Olimpíadas de Tóquio em 2020. Nas eliminatórias para a Copa de 2026, foi decisivo na campanha que levou a Nova Zelândia de volta ao torneio depois de 16 anos. Foram quatro gols em cinco jogos, incluindo o que deu números finais à vitória por 3 a 0 sobre a Nova Caledônia, que carimbou o passaporte da equipe para ir aos Estados Unidos, Canadá e México.

Na primeira edição que seu país participou, em 1982, Just não era nascido, mas contou à Fifa que, em 2010, acordava de madrugada para assistir aos jogos e que hoje se sente orgulhoso por poder contribuir para seu povo. "A maior parte do nosso elenco era muito jovem na época e nos inspiramos muito naquele grupo, então é incrível ter a oportunidade de criar essas memórias para a próxima geração", disse.

Estreante na competição, ele rapidamente chamou atenção com os gols marcados contra o Irã. Desde então, passou a receber maior atenção da mídia, revelando que seu celular está "explodindo" com tantas mensagens de pessoas parabenizando-o pela atuação.

Na vice-artilharia da competição, atrás de Messi (Argentina), Jonathan Tah (Canadá) e Deniz Undav (Alemanha), cada um com três gols, está focado em garantir a primeira vitória da história neozelandesa e avançar para o mata-mata, mesmo que não balance as redes. Depois do Egito, o próximo adversário será a Bélgica, adversário que fecha a fase de grupos.

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