Eleição na Colômbia redefine mapa político da América do Sul
A vitória de Abelardo de la Espriella no domingo (21) mudou o cenário político na Colômbia e deu à direita o sétimo governo entre os 12 países sul-americanos. Especialistas explicam o cenário de instabilidade e polarização na região.
Com o resultado das eleições presidenciais na Colômbia, o mapa político da América do Sul agora conta com sete governos de direita e cinco de esquerda. A mudança ocorre após a derrota do candidato de centro-esquerda, que representava a continuidade do governo anterior.
A eleição colombiana foi marcada por uma disputa acirrada entre os dois campos ideológicos. A vitória de Espriella representa uma guinada à direita em um país que vinha sendo governado por uma coalizão de centro-esquerda nos últimos anos.
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que a polarização política na América do Sul reflete um movimento global. A região alterna entre governos de esquerda e direita com frequência, o que gera instabilidade econômica e social em alguns países.
A Colômbia, que tem uma das economias mais estáveis da região, agora se alinha a países como Brasil, Argentina e Chile, que também têm governos de direita. Do outro lado, Venezuela, Bolívia e Peru seguem com governos de esquerda.
A apuração dos votos na Colômbia ainda não é oficial, segundo o candidato derrotado, Cepeda. Ele afirmou que o resultado da apuração preliminar não pode ser considerado definitivo até a conclusão da contagem total dos votos.
Em outras notícias da região, a Receita Federal do Brasil informou que a apreensão de cocaína em madeira pode ser a maior já registrada no país. A operação foi realizada em um porto do Sudeste e resultou na apreensão de centenas de quilos da droga.
Na política brasileira, o prazo da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro termina na quinta-feira. O ministro Alexandre de Moraes decidirá se prorroga ou não a medida. O caso é acompanhado de perto por analistas políticos.
Em Roraima, o candidato Arthur Henrique foi o mais votado para o governo, mas o resultado está sub judice. A situação pode gerar um mandato-tampão até a decisão final da Justiça Eleitoral.