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Defesa Civil do PR promove reuniões de segurança de barragens

Por Diário de Goiânia · · 3 min de leitura

A Defesa Civil do Estado do Paraná realizou duas reuniões nesta quarta e quinta-feira (18) com o Comitê Paranaense de Segurança de Barragens e empresas que gerenciam barragens. O objetivo foi reforçar ações preventivas de segurança. Participaram do encontro híbrido mais de 30 representantes de geradoras de energia, mineradoras e de armazenamento, tratamento e distribuição de água.

O coordenador executivo da Defesa Civil Estadual, coronel Ivan Fernandes, afirmou que o calendário de reuniões regulares foi antecipado por causa do cenário previsto do El Niño e da previsão de volumes de chuva acima da média. “Naturalmente nos preocupamos com o impacto desse volume atípico nas barragens do Estado, por isso convocamos as principais operadoras para que haja uma atenção especial diante de um possível cenário extremo”, destacou.

No Paraná existem 2.064 barragens com diferentes finalidades de uso. Elas incluem geração de energia hidrelétrica (UHE e PCH), abastecimento público, irrigação, armazenamento de água, contenção de rejeitos industriais e de mineração, regularização de vazão e uso agropecuário. “Foram apresentados os resultados de medidas já contextualizadas com o El Niño. Temos certeza de que, em caso de algum evento, as barragens estarão dotadas de total segurança para prevenção de qualquer tipo de acidente”, afirmou Fernandes.

Segurança no abastecimento – A Sanepar controla cinco grandes reservatórios de água na Região Metropolitana de Curitiba: Miringuava, Iraí, Passaúna, Piraquara I e Piraquara II. Na reunião foi destacada a rotina anual de avaliações técnicas para garantir a segurança dos empreendimentos. São vistoriados os órgãos hidráulicos, eletromecânicos, civis e geotécnicos.

De acordo com Arion Garcia, coordenador de Produção da Sanepar, a avaliação técnica de 2025 contemplou todos os itens. O resultado atestou a conformidade estrutural de acordo com o projeto de construção, inclusive da Barragem Piraquara I, inaugurada em 1979. Mensalmente, as equipes técnicas da empresa realizam leituras dos instrumentos de medição de cada barragem. “O resultado indicou a conformidade, ou seja, todos os reservatórios atendem os requisitos de segurança e têm capacidade para escoar o volume de água previsto no projeto, considerando o histórico de ocorrência das chuvas mais altas possíveis já identificadas”, detalhou.

Reservatórios desse porte ajudam a minimizar os efeitos de grandes volumes de chuva. As estruturas seguram a água e liberam de forma constante, reduzindo os picos de vazões dos rios. Além de permitir o armazenamento de água para o abastecimento público em período de escassez hídrica, ajudam a reduzir os impactos de cheias em período chuvoso.

Cuidado com a comunidade – O lago da Itaipu Binacional tem capacidade para armazenar 29 bilhões de metros cúbicos de água. Ele abrange uma área total de 1.350 quilômetros quadrados, envolvendo vários municípios no Paraná e Mato Grosso do Sul. Em momentos de excesso de chuva, para manter a segurança da barragem, pode haver a necessidade de escoar pelo vertedouro.

Durante a reunião, representantes da empresa compartilharam medidas para enfrentar cenários de cheias nos rios que impactam a operação da usina. A Itaipu possui uma equipe que monitora continuamente as condições desses rios. A empresa emite, diariamente, um Boletim Hidrológico que pode ser acessado no site, apresentando o comportamento do nível à jusante da usina com um horizonte de dois dias.

Caso as previsões apontem para uma elevação atípica dos níveis dos rios, é convocada a Comissão Especial de Cheias (CEC). Ela é composta por representantes brasileiros e paraguaios de áreas multidisciplinares da usina, cada uma com suas atribuições e ações definidas. O coronel Washington Rosa, superintendente de Segurança Empresarial da Itaipu, detalhou que a área é responsável por manter a Defesa Civil informada sobre eventuais cenários de inundação. “O excesso de chuva pode elevar o nível do Rio Paraná à jusante da usina. Enquanto conseguimos reter, seguramos essa água para retardar, ou até mesmo reduzir as enchentes em alguns bairros de Foz do Iguaçu e municípios do Paraguai. Quando há necessidade, fazemos ações preventivas para mitigar os impactos nos moradores das chamadas manchas de inundação”, explicou.

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