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Defesa Civil Alerta: ministro destaca antecipação de riscos

Por Diário de Goiânia · · 3 min de leitura

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou nesta quinta-feira (18) que a população brasileira precisa adotar uma "cultura do risco" para responder adequadamente aos alertas sobre eventos climáticos extremos. A declaração foi dada durante o programa Bom Dia, Ministro.

"Nós dependemos de toda a participação local e nacional nessa integração para fortalecermos o que a gente tem chamado de 'cultura do risco'. Nenhuma tecnologia e nenhum plano funcionam se o brasileiro não tiver essa cultura implantada", disse o ministro.

Góes destacou o sistema Defesa Civil Alerta, criado em dezembro de 2024, como uma das principais ferramentas para antecipar eventos que colocam vidas em risco. O sistema utiliza a rede de telefonia celular para enviar alertas sonoros e visuais sobre desastres naturais iminentes. Os avisos aparecem na tela dos aparelhos e podem emitir som mesmo no modo silencioso.

O objetivo da ferramenta é complementar outros meios de alerta, como SMS e aplicativos, informando a população sobre riscos de alagamentos, enxurradas, deslizamentos, vendavais e chuvas de granizo. O conteúdo dos alertas é de responsabilidade das Defesas Civis estaduais e municipais.

O ministro afirmou que o governo federal, por determinação do presidente Lula, está fortalecendo a política de prevenção de desastres. "É enxergar a situação antecipadamente, trabalhar planos de contingência", explicou.

Góes citou o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu (PR) em novembro do ano passado como exemplo da necessidade de preparo local. "Você pode ter o melhor plano de trabalho. Não sabíamos que o tornado ia entrar ali onde entrou. Então, você imagina se a comunidade local não estiver preparada para isso, para obedecer um alerta, para saber onde se abrigar", disse.

O ministro defendeu que estados e municípios realizem simulações periódicas para treinar a população. "Se passar 10 anos sem ter problema, beleza. Mas se acontecer, já existe internalizado em cada cidadão o respeito à política pública", afirmou.

Mais de dois mil alertas emitidos

Desde sua criação em dezembro de 2024 até o final de março de 2026, o Defesa Civil Alerta emitiu 2.103 alertas. A tecnologia é implementada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional em conjunto com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Do total, 34 alertas foram para demonstrações. Os demais se referem principalmente a chuvas intensas (924), tempestades (370), alagamentos (203) e deslizamentos (195). Também houve avisos sobre inundações, vendavais, queda de granizo e fontes radioativas.

Não é necessário cadastro prévio para receber os alertas, e o serviço é gratuito. O alcance abrange celulares compatíveis (Android e iOS a partir de 2020) com cobertura 4G ou 5G. O recurso não depende de pacote de dados e funciona sem conexão com Wi-Fi.

O sistema emite dois tipos de alerta. O alerta severo indica necessidade de ações preventivas, como em casos de chuvas fortes. O celular emite um som de "beep" sem interromper o modo silencioso. Para recebê-lo, é necessário ativar a função nas configurações do aparelho.

O alerta extremo é o nível mais alto, usado em situações de risco grave e iminente. O celular emite um sinal sonoro contínuo, mesmo no modo silencioso. A tela do aparelho é bloqueada e só pode ser liberada após o usuário fechar a notificação. Essa função já vem ativada por padrão e não pode ser desativada.

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