Copa 2026: irmãos rivais em EUA, Canadá e México
O Mundial de 2026 tem um ingrediente familiar a mais: quatro pares de irmãos que jogam por seleções diferentes. O caso mais comentado é o dos franceses Désiré e Guéla Doué, que podem se enfrentar nas oitavas de final.
Nascidos em Angers, na França, de mãe francesa e pai marfinense, os irmãos tomaram rumos opostos no futebol de seleções. Désiré, de 21 anos, veste a camisa da França. Já Guéla, de 23, defende a Costa do Marfim. "Contamos tudo um ao outro e não temos segredos", disse Désiré ao programa Telefoot. "Ele me apoia muito no dia a dia."
O possível encontro aconteceria em 30 de junho, em Arlington, no Texas, se a França for vice-líder do Grupo I e a Costa do Marfim, vice-líder do Grupo E. Em um amistoso preparatório em junho, a Costa do Marfim venceu a França por 2 a 1. Guéla cantou os dois hinos antes da partida, enquanto Désiré ficou no banco. "É uma pena não ter jogado contra meu irmão", disse Guéla. "Foi nosso primeiro França x Costa do Marfim, mas estou feliz, e ele não está tão chateado."
O único caso anterior de irmãos em lados opostos em uma Copa foi o de Jérôme Boateng (Alemanha) e Kevin-Prince Boateng (Gana), que se enfrentaram em 2010 e 2014.
Outros irmãos na Copa
Além dos Doué, outros três pares de irmãos jogam por países diferentes. Os atacantes Iñaki e Nico Williams, ambos do Athletic Bilbao, têm origens bascas, mas Iñaki defende Gana, enquanto Nico joga pela Espanha. A Austrália conta com o zagueiro Harry Souttar, nascido em Aberdeen, que tem o irmão John na seleção da Escócia. Gana também tem o zagueiro Derrick Luckassen, que se junta ao meio-irmão Brian Brobbey, atacante da Holanda.
Há ainda três duplas de irmãos que representam a mesma seleção. Os irmãos Laros e Deroy Duarte atuaram juntos por Cabo Verde no empate sem gols contra a Espanha. "Vimos nossos pais chorarem", disse Laros após o jogo. A seleção de Curaçao, a menor nação a disputar uma Copa, conta com os irmãos Leandro e Juninho Bacuna. Já a França tem os irmãos Lucas e Theo Hernández, que jogam juntos na seleção desde 2021. "Eles têm esse vínculo familiar", disse o técnico Didier Deschamps.