Confiança do consumidor fica estável em junho, mostra FGV
A confiança dos consumidores brasileiros ficou praticamente estável em junho em meio à piora das expectativas sobre o futuro e melhora na percepção sobre o presente, mostraram dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgados nesta quarta-feira (24).
O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) da FGV teve no mês recuo de 0,1 ponto, indo a 88,7 pontos.
O ISA (Índice de Situação Atual) avançou 0,9 ponto, marcando a terceira alta consecutiva, e foi a 87 pontos, maior nível desde outubro de 2014.
Por outro lado, o IE (Índice de Expectativas) caiu 0,9 ponto, para 90,4 pontos.
"Se por um lado os indicadores de intenção de compra de duráveis e situação financeira futura sugerem um consumidor mais pessimista para os próximos meses, o indicador de situação financeira atual sugere uma melhora na percepção do orçamento do momento", avaliou Anna Carolina Gouveia, economista do FGV Ibre.
Segundo ela, o mercado de trabalho ainda robusto e políticas governamentais para alívio da dívida ajudam de forma positiva na percepção atual, "mas não são suficientes para reverter o aumento do pessimismo futuro".
Em outro indicador econômico, a inflação medida pelo IPCA-15 acelerou para 0,44% em junho, ante 0,38% em maio. O resultado foi influenciado pelo aumento nos preços de alimentos e transportes. No acumulado em 12 meses, o indicador subiu para 4,78%, acima do centro da meta do Banco Central, que é de 3%.
O mercado de trabalho formal também mostrou sinais mistos. O Caged registrou a criação de 180 mil vagas com carteira assinada em maio, número inferior ao do mesmo período do ano anterior. Apesar disso, a taxa de desemprego se manteve estável, em 7,5%, segundo dados do IBGE.