CNPQ Universal 2026: R$300 mi e inscrições até 03/08
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriu as inscrições para a Chamada Universal 2026, que vai investir R$ 300 milhões em projetos de pesquisa em todo o país. Os interessados podem se inscrever até 03 de agosto. Esta é a terceira edição da chamada lançada nos últimos quatro anos, frequência que não ocorria desde 2014.
Do total de recursos, R$ 200 milhões são do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os outros R$ 100 milhões vêm do orçamento próprio do CNPq. Pelo menos 30% do valor será destinado a projetos cuja instituição de execução esteja nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou que as chamadas realizadas desde 2023 reforçam o compromisso do governo com a ciência e a inovação. Ela destacou que os investimentos ampliam oportunidades para pesquisadores em diferentes estágios de suas trajetórias e em todas as regiões do país.
O presidente do CNPq, Olival Freire Jr., disse que a realização de três edições da chamada Universal em um quadriênio é resultado de um grande esforço técnico e político. Ele convidou a comunidade científica a se engajar nos debates em favor da ampliação do orçamento do CNPq na PLOA 2027.
A diretora científica do CNPq, Mônica Felts, explicou que a Chamada Universal é uma das ações mais aguardadas pela comunidade científica brasileira. Ela destacou que a iniciativa inclui faixas específicas para cientistas com até dez anos de conclusão do doutorado, garantindo a jovens pesquisadores a oportunidade de conquistar o primeiro grande financiamento de pesquisa.
Faixas do edital
A faixa A é para grupos liderados por pesquisadores com doutorado recente (concluído a partir de 2016) e sem vínculo empregatício estatutário ou celetista com a instituição executora. O investimento é de R$ 75 milhões do FNDCT. As propostas devem ter vigência máxima de 24 meses e orçamento de até R$ 243,5 mil.
A faixa B também é para pesquisadores com doutorado recente, mas com vínculo estatutário ou celetista. O investimento é de R$ 125 milhões do FNDCT. As propostas devem ter vigência de 36 meses e orçamento limitado a R$ 200 mil.
A faixa C é para grupos liderados por pesquisadores consolidados com vínculo celetista ou estatutário. O investimento é de R$ 100 milhões do orçamento do CNPq. As propostas devem ter orçamento limitado a R$ 250 mil e vigência de 36 meses.