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Chris Wood lidera All Whites na Copa

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura

Chris Wood pode estar vivendo o melhor momento de sua carreira justamente a tempo de liderar a Nova Zelândia na Copa do Mundo. Aos 34 anos, o atacante mostra estar em boa forma física e confiante, algo que parecia improvável após uma temporada na Premier League marcada por lesões e poucos jogos pelo Nottingham Forest.

Havia o temor de que Wood não se recuperasse a tempo de chegar à América do Norte, mas ele parece ter superado os problemas no joelho. Sem ritmo de jogo ideal, o atacante conta com a experiência de mais de 500 partidas no futebol inglês, incluindo 278 na Premier League. A pausa forçada pela lesão, no entanto, pode ter um lado positivo: ele está descansado.

Integrantes da delegação neozelandesa descrevem Wood como "hiperfocado" e determinado a aproveitar a oportunidade. A idade trouxe sabedoria e um conhecimento de jogo apurado, especialmente dentro da área. A liderança como capitão, que antes pesava, agora parece natural.

A confiança de Wood também foi turbinada pela temporada 2024/25, quando marcou 20 gols na Premier League e foi eleito para o time do ano da competição. "Sempre soube que podia fazer 20 gols. Mostrar isso dá confiança e faz todos acreditarem em você", disse Wood ao New Zealand Herald.

O atacante é motivado pela derrota dolorosa para a Costa Rica nas eliminatórias para a Copa de 2022. A Nova Zelândia dominou o jogo, mas perdeu por 1 a 0, com um gol de Wood anulado pelo VAR. "Foi uma noite devastadora. Éramos o melhor time, mas o melhor time nem sempre vence", lembrou. Na época, aos 30 anos, Wood temeu que aquela fosse sua última chance de disputar um Mundial.

Contra o Irã na estreia, Wood não marcou, mas deu duas assistências para os gols de Elijah Just. Ele busca o primeiro gol em Copas, mas prioriza o time. "Não importa quem marca, contanto que a gente faça gols", afirmou.

O próximo desafio é contra o Egito, neste sábado. Wood já enfrentou a seleção africana nas Olimpíadas de 2012, quando marcou em um empate por 1 a 1. O técnico do Egito, Hossam Hassan, reconheceu a ameaça: "Eles têm estrelas como Chris Wood. Ele é um veterano importante e estamos preparados para enfrentá-lo."

Wood espera um jogo diferente contra o Egito. "Vai ser completamente diferente do primeiro jogo. Precisamos trazer o mesmo nível de energia e intensidade, e depois aumentar. Queremos a vitória", concluiu.

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