Ancelotti planeja Neymar como atacante central
Neymar se recuperou da lesão de grau 2 na panturrilha direita. Ontem, pela primeira vez na Copa do Mundo, ele participou integralmente do treino com os demais jogadores. Há a possibilidade de que já esteja à disposição e relacionado para enfrentar a Escócia na quarta-feira. Cabe agora a Carlo Ancelotti decidir como utilizá-lo.
Ancelotti não vê a atual versão de Neymar como um ponta, que atua pelos lados do campo. Mais lento e cerebral, Neymar vinha atuando no Santos como um camisa 10 clássico, mas o Brasil de Ancelotti não utiliza um meia armador na sua formação.
Por isso, na seleção da Copa, o italiano vê Neymar como candidato a ocupar uma posição centralizada no ataque. Nesse contexto, ele poderia atuar como o último homem de frente, ou como um falso 9, mais recuado, armando o jogo e dando espaço para entradas de Vini Jr. pelo lado direito e outro atacante pela direita.
"O Neymar tem que jogar por dentro do campo, não pode jogar por fora. Ele não vai jogar como extremo (ponta), vai jogar por dentro do campo, como atacante ou segundo atacante. É a posição que hoje jogaram o Vinicius e o Raphinha. (Neymar vai jogar) em uma dessas posições", disse Ancelotti, no dia 31 de maio, depois do amistoso preparatório diante do Panamá, no Maracanã.
O possível espaço para uma entrada de Neymar no time pode ter aumentado. Raphinha deixou o campo lesionado na vitória de sexta-feira por 3 a 0 sobre o Haiti, na Filadélfia. O atacante do Barcelona, que só deve retornar na fase mata-mata da Copa, ocupava uma das duas posições nas quais Ancelotti vê Neymar como opção.
Vini Jr. é a estrela do time no Mundial, e não sai do time em hipótese alguma. O camisa 7 pode, entretanto, atuar mais aberto pela esquerda, abrindo espaço para a entrada de Neymar centralizado, na posição que foi ocupada por Igor Thiago na estreia diante do Marrocos e por Matheus Cunha no jogo contra o Haiti.
O pensamento nesse momento, entretanto, não passa pelo camisa brigando por vaga no time titular. Neymar vem trabalhando em dois e até três períodos ao longo da Copa — além do tratamento da lesão, realiza trabalhos físicos de força, explosão e resistência. A seleção quer evitar a qualquer custo uma nova lesão. Por isso, caso entre em campo na quarta, deve fazê-lo por poucos minutos.
O Brasil enfrenta a Escócia às 19h (horário de Brasília) da quarta-feira, em Miami.