Ação policial no Dona Marta tem intenso tiroteio
A Polícia Civil realiza, na manhã desta terça-feira, uma operação contra integrantes do Comando Vermelho (CV) na comunidade Dona Marta, em Botafogo, Zona Sul do Rio. A ação tem como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra suspeitos investigados por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Durante a ofensiva, moradores relataram uma intensa troca de tiros e explosões, ouvidas também em bairros vizinhos como Humaitá, Laranjeiras e Copacabana. Segundo testemunhas, os disparos começaram ainda nas primeiras horas do dia. Moradores também relataram que pelo menos 22 viaturas da Polícia Civil estariam na Praça Corumbá, que estaria sendo usada como base para levar os presos e reunir o pelotão.
“Foi muito tiro com bomba... loucura. Nunca escutei isso por aqui”, afirmou um morador. Outro disse que “nunca viu uma movimentação assim”. Também houve relatos de grande circulação de viaturas nas ruas próximas ao acesso da comunidade. A operação provocou reflexos no trânsito, com formação de fila de veículos na Rua São Clemente durante a manhã.
De acordo com a Polícia Civil, a ofensiva é conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e cumpre ordens judiciais expedidas pela 26ª Vara Criminal da Capital. A investigação, iniciada há cerca de 22 meses, identificou uma estrutura voltada ao tráfico de drogas na comunidade, com atuação de dezenas de integrantes distribuídos em diferentes funções.
Segundo a corporação, foram identificados 44 suspeitos ligados ao grupo criminoso. As apurações apontam que a liderança da organização seria exercida por Ronaldo Pinto Lima e Silva, conhecido como “Ronaldinho Tabajara” ou “R9”, atualmente preso em um presídio federal de segurança máxima em Mossoró (RN), enquanto Francisco Rafael Dias da Silva, o “Mexicano”, seria responsável por comandar as atividades cotidianas da facção na comunidade.
A Polícia Civil informou que o objetivo da operação é cumprir mandados judiciais, desarticular a estrutura da organização criminosa e reunir novos elementos para o avanço das investigações. Mais cedo, a Polícia Militar informou que não realizava operação própria na região.