12/06/2026
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Governo federal prioriza obras estratégicas de MS no PAC

Governo federal prioriza obras estratégicas de MS no PAC

O governo federal pretende preservar os investimentos considerados estratégicos em Mato Grosso do Sul, mesmo com o recente bloqueio de R$ 23,7 bilhões no orçamento para cumprir as metas fiscais deste ano. A afirmação é do secretário especial do Novo PAC, Roberto Garibe, em entrevista ao Campo Grande News.

Segundo Garibe, dos R$ 17,2 bilhões previstos para o estado na atual gestão, R$ 10,3 bilhões já foram aplicados, o que representa 60% do total. Desse montante, R$ 15,7 bilhões são aportes diretos em Mato Grosso do Sul, e R$ 1,5 bilhão têm alcance regional, financiando iniciativas compartilhadas com outros estados.

O secretário disse que o valor já executado é o maior conjunto de investimentos federais da história recente do estado. A estratégia do programa é priorizar projetos que reduzam gargalos de infraestrutura, melhorem a logística, ampliem serviços públicos e estimulem o desenvolvimento regional.

“A prioridade é garantir que os investimentos que mais impactam a vida da população e a competitividade de Mato Grosso do Sul cheguem até o fim”, afirmou Garibe. No estado, o eixo de transportes reúne pelo menos oito empreendimentos para o escoamento da produção agropecuária e industrial.

Centenas de projetos

O Novo PAC estadual conta com 659 empreendimentos em sete eixos: saúde, educação, saneamento, infraestrutura social, transporte, energia e conectividade. Até dezembro de 2025, 180 obras foram concluídas. De acordo com Garibe, 74% da carteira de investimentos está ativa.

Outra parcela dos projetos está em fase de licitação, com destaque para a futura concessão da Ferrovia Malha Oeste. O secretário afirmou que a combinação de recursos públicos, investimentos privados por concessões e aportes de estatais ajuda a manter o cronograma das obras mesmo com restrições orçamentárias.

Infraestrutura logística

Garibe citou três iniciativas com potencial para transformar a economia do estado. A principal é a concessão da BR-163/MS, licitada em agosto de 2025 para a Motiva Pantanal. O contrato prevê R$ 4,86 bilhões em investimentos nos primeiros anos e deve superar R$ 9,3 bilhões ao longo de 29 anos.

Desde a assinatura do acordo, 22,1% das obras foram executadas. A Motiva Pantanal informou que 14 frentes de ampliação e melhorias foram iniciadas, incluindo faixas adicionais, duplicações e a construção do primeiro Ponto de Parada e Descanso, em São Gabriel do Oeste.

Rota Bioceânica

Outro projeto prioritário é a Rota Bioceânica, corredor de 2.396 quilômetros que ligará os oceanos Atlântico e Pacífico. A expectativa é reduzir em até 17 dias o tempo de transporte de mercadorias para a Ásia. O Brasil terá acesso pela ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai.

Até agora, 31% das obras de adequação dos trechos rodoviários foram executadas. O PAC também destina R$ 551 milhões para a BR-267/MS, com o mesmo percentual de execução. Os serviços de dragagem do Rio Paraguai, com 27,4% concluídos, também integram o corredor.