Goiânia registrou a menor média de moradores por domicílio de sua história, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número caiu de 3 para 2,5 moradores por casa.
A redução segue uma tendência nacional de queda no tamanho das famílias brasileiras, mas em Goiânia o índice alcançou seu patamar mais baixo. Os números são do mais recente levantamento do IBGE, que coleta informações demográficas regularmente.
O fenômeno está ligado a mudanças na estrutura familiar e nos hábitos da população. Fatores como o envelhecimento da população, a diminuição das taxas de fecundidade e novas configurações de moradia influenciam no dado.
Em comparação com décadas anteriores, a média de pessoas por residência nas principais capitais do país vem apresentando queda constante. Esse movimento reflete transformações sociais e econômicas de longo prazo.
Para a prefeitura e planejadores urbanos, o indicador é importante para o direcionamento de políticas públicas. Serviços como abastecimento de água, coleta de lixo e oferta de vagas em escolas são dimensionados com base no número de habitantes por domicílio.
O IBGE destaca que a metodologia da pesquisa garante a comparação com anos anteriores. As informações são coletadas por meio de entrevistas domiciliares em uma amostra de endereços por toda a cidade.
Especialistas apontam que a tendência de redução deve continuar nos próximos anos. O aumento na expectativa de vida e a maior independência financeira de idosos contribuem para a formação de mais domicílios com menos pessoas.
A pesquisa também traz dados sobre outras características dos domicílios goianienses, como a posse de bens e o acesso a serviços. O conjunto de informações forma um retrato detalhado das condições de vida na capital goiana.
