A China reagiu à inclusão da montadora de carros elétricos BYD em uma lista de empregadores acusados de práticas análogas ao trabalho escravo. A lista, de caráter público, expõe 169 empregadores.
A inclusão das empresas ocorre após a conclusão de um processo administrativo, sem possibilidade de recurso. Os nomes permanecem na relação por um período de dois anos. A saída da lista depende da regularização da situação pela empresa e da ausência de novas violações no período.
A reação do governo chinês foi expressa por meio de seu ministério das Relações Exteriores. Um porta-voz afirmou que a China sempre cumpriu as leis internacionais do trabalho e protegeu os direitos dos trabalhadores. O governo chinês incentivou as empresas a respeitarem as leis locais onde operam.
A BYD, rival da Tesla no mercado de veículos elétricos, é uma das maiores empresas da China e tem expandido suas operações globais. A lista em questão é mantida por autoridades brasileiras e inclui empresas de diversos setores após investigações do Ministério do Trabalho.
Especialistas em relações internacionais observam que este tipo de acusação pode impactar a imagem de empresas em processos de internacionalização. A conformidade com padrões trabalhistas e ambientais tornou-se um critério cada vez mais relevante para investidores e consumidores no exterior.
Outras grandes multinacionais já foram alvo de críticas e ações semelhantes por supostas violações de direitos trabalhistas em suas cadeias de suprimentos. A transparência nessas cadeias tem sido demandada por organismos internacionais e por legislações em vários países.
