16/05/2026
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Centro de Goiânia: as causas da crise e as ações de revitalização

O Centro de Goiânia enfrenta um processo de esvaziamento comercial e populacional há anos. Lojas fechadas, prédios abandonados e a redução no fluxo de pedestres são alguns dos sinais mais visíveis da decadência da região. O fenômeno não é exclusivo da capital goiana, mas reflete mudanças nos hábitos de consumo e na dinâmica urbana das cidades brasileiras.

A migração do comércio para os shoppings centers, a expansão de bairros planejados e a falta de segurança pública são apontados como os principais motivos para a crise. Dados da prefeitura indicam que a quantidade de estabelecimentos comerciais no perímetro central caiu nos últimos dez anos. Muitos lojistas tradicionais fecharam as portas ou se mudaram para outras regiões.

Para tentar reverter esse quadro, a administração municipal lançou um pacote de medidas. Entre as ações está a revitalização de calçadas e praças, com investimento em iluminação e paisagismo. A prefeitura também estuda a criação de incentivos fiscais para atrair novos negócios e moradores para a área central.

Outra iniciativa em discussão é a requalificação de imóveis ociosos para transformá-los em habitação de interesse social ou em espaços culturais. A ideia é que o aumento da população residente ajude a movimentar o comércio local durante todo o dia, e não apenas no horário comercial.

Especialistas em urbanismo ouvidos pela reportagem afirmam que a recuperação do centro depende de um plano integrado. Medidas isoladas, como apenas pintar fachadas ou instalar câmeras, podem não ser suficientes. É preciso articular segurança, mobilidade, habitação e incentivos econômicos.

O desafio é grande, mas a região ainda concentra edifícios históricos, a principal estação de ônibus da cidade e serviços públicos. Para muitos, o Centro de Goiânia precisa deixar de ser visto apenas como um local de passagem e voltar a ser um ponto de encontro e de moradia.