Os linfócitos são um tipo de célula de defesa do nosso corpo. Quando a contagem desses linfócitos fica abaixo de 1000 por milímetro cúbico de sangue, dizemos que a pessoa está com linfopenia. Essa condição pode ser causada por várias razões, como infecções, problemas nutricionais ou tratamentos médicos.
Linfócitos baixos podem acontecer também devido a doenças autoimunes que atacam as células do corpo. Além disso, alguns tratamentos, como quimioterapia e radioterapia, podem diminuir a produção de linfócitos. Quando isso acontece, é comum que a pessoa sinta cansaço, fraqueza e tenha infecções frequentes, já que a defesa do corpo fica comprometida.
A primeira coisa a se fazer quando se suspeita de linfócitos baixos é procurar um médico. Ele pode ser um clínico geral ou um hematologista, que é o especialista em doenças do sangue. O médico fará a avaliação necessária para descobrir a causa e, assim, indicar o tratamento mais adequado.
Principais causas de linfócitos baixos
-
Infecções virais: Algumas infecções causadas por vírus, como o COVID-19, a gripe, a hepatite ou o HIV, podem diminuir a quantidade de linfócitos no sangue. Isso acontece porque o corpo faz uma resposta intensa ao vírus.
Como tratar: O tratamento depende do tipo de infecção. O médico pode receitar antivirais, recomendar repouso, hidratação e monitorar para garantir que os linfócitos voltem ao normal.
-
Deficiências nutricionais: A falta de nutrientes essenciais, como vitamina B12, folato e zinco, pode afetar a produção de linfócitos e a saúde do sistema imunológico. Isso pode causar cansaço, fraqueza, palidez e confusão mental.
Como tratar: Um nutricionista ou clínico geral pode ajudar a confirmar a deficiência nutricional e sugerir mudanças na alimentação ou suplementos.
-
Lúpus eritematoso sistêmico: O lúpus é uma doença autoimune onde o sistema imunológico ataca células saudáveis, incluindo os linfócitos. Os sintomas podem incluir fadiga intensa, dores nas articulações, manchas na pele e queda de cabelo.
Como tratar: O reumatologista é o especialista que faz o diagnóstico e geralmente indica medicamentos para controlar os sintomas e imunossupressores.
-
Artrite reumatoide: Essa condição também é uma doença autoimune que causa inflamação nas articulações e pode afetar a produção de linfócitos. Os sintomas incluem dor, inchaço e rigidez.
Como tratar: O reumatologista pode prescrever anti-inflamatórios, imunossupressores e fisioterapia para ajudar na qualidade de vida.
-
Quimioterapia e radioterapia: Ambos os tratamentos podem reduzir a produção de linfócitos, já que afetam a medula óssea.
Como tratar: O acompanhamento médico é essencial. O médico pode sugerir remédios para estimular a produção de células sanguíneas.
-
Anemia aplásica: Essa condição rara ocorre quando a medula óssea não produz células sanguíneas suficientes. Os sintomas incluem fadiga extrema, palidez e infecções frequentes.
Como tratar: Um hematologista deve orientar o tratamento, que pode incluir transfusões de sangue, imunossupressores ou até transplante de medula óssea.
-
Linfoma: O linfoma é um câncer que afeta a produção de linfócitos e pode causar aumento dos gânglios linfáticos, febre, suor à noite e perda de peso.
Como tratar: O hematologista deve direcionar o tratamento, que pode incluir quimioterapia, radioterapia ou transplante de medula óssea.
Principais sintomas
Os sintomas relacionados aos linfócitos baixos podem variar conforme a causa e a gravidade. Os principais sinais incluem:
- Cansaço e fraqueza constantes.
- Infecções frequentes.
- Dores musculares e articulares.
- Febre que aparece várias vezes.
- Perda de peso sem justificativa.
- Aumento dos linfonodos.
Se você perceber algum desses sintomas, é muito importante consultar um médico. A avaliação correta pode ajudar a descobrir a causa e possibilitar um tratamento eficaz.
Como saber se os linfócitos estão baixos?
A diminuição dos linfócitos é identificada através de exames laboratoriais, especialmente o hemograma completo. Com os resultados do hemograma, é possível verificar se os linfócitos estão dentro dos níveis normais.
Se o exame mostrar que os linfócitos estão baixos, o médico pode pedir exames adicionais para buscar a causa específica. Esses exames podem incluir:
- Testes de autoanticorpos, se houver suspeita de doenças autoimunes como lúpus ou artrite reumatoide.
- Teste para vírus, como COVID-19 ou HIV.
- Tomografias ou radiografias, se houver chances de linfomas.
- Avaliação de deficiências nutricionais através de exames e análise de sintomas.
É fundamental que quem tem linfócitos baixos busque acompanhamento médico. Dessa forma, será possível identificar o problema e iniciar o tratamento certo, minimizando os riscos para a saúde. A saúde é coisa séria, não deixe para depois!