A alopecia é a perda de cabelo em várias áreas do corpo, incluindo o couro cabeludo. O problema pode ser bem desconfortável, não só fisicamente, mas também emocionalmente. Existem diferentes tipos de alopecia e suas causas variam bastante.
Os tipos de alopecia incluem a alopecia areata, alopecia frontal fibrosante, eflúvio telógeno, alopecia androgenética e alopecia por tração. Essas condições podem ser causadas por fatores como alterações hormonais, genética, uso de produtos químicos, entre outros.
Cada tipo de alopecia tem sua particularidade e é importante ficar atento aos sintomas. Se você está notando uma queda de cabelo excessiva, é melhor procurar um dermatologista. O médico poderá avaliar o quadro e indicar o tratamento mais adequado.
Os tratamentos podem envolver o uso de medicamentos, como minoxidil ou finasterida, além de injeções específicas e até implante capilar, dependendo da situação do paciente.
1. Alopecia Androgenética
A alopecia androgenética, ou calvície, se manifesta como queda de cabelo em algumas áreas do couro cabeludo. Os sintomas incluem cabelo fino, ralo e até algumas falhas visíveis nas laterais, especialmente numa região conhecida como “entradas”.
Essa condição resulta de fatores genéticos e da produção elevada de hormônios, como a testosterona, que afetam a saúde dos folículos capilares. Isso provoca a diminuição da fase de crescimento dos fios, levando à queda deles.
O tratamento pode incluir medicamentos, como minoxidil e finasterida. Também existem opções como laserterapia, injeções de plasma rico em plaquetas e até transplantes capilares.
2. Alopecia Areata
A alopecia areata se caracteriza pela perda repentina de cabelo em áreas redondas ou ovais do couro cabeludo, podendo afetar também cílios e sobrancelhas. Algumas pessoas chegam a perder todo o cabelo na cabeça, num quadro chamado alopecia areata totalis.
Embora as causas exatas sejam desconhecidas, a condição está ligada a fatores como genética e doenças autoimunes que afetam o cabelo e a saúde da pele. Estresse e problemas na tireoide também podem influenciar.
Para tratar a alopecia areata, o dermatologista pode indicar injeções de cortisona ou o uso de minoxidil. Em casos mais sérios, outros medicamentos podem ser prescritos para melhorar a situação.
3. Alopecia Frontal Fibrosante
A alopecia frontal fibrosante é quando há perda de cabelo na parte da frente e nas laterais do couro cabeludo. Outros sinais podem incluir coceira na região afetada e até perda dos pelos das sobrancelhas e barba.
As causas ainda não estão claras, mas acredita-se que a genética, mudanças hormonais e alergias de contato possam estar envolvidas. A condição também pode ser agravada por doenças autoimunes ou infecções.
O tratamento geralmente envolve o uso de medicamentos que podem incluir antibióticos ou injeções de esteroides. Algumas pessoas podem se beneficiar de práticas como o transplante capilar.
4. Alopecia Cicatricial
A alopecia cicatricial se caracteriza pela inflamação do folículo piloso, causando dor ou coceira na pele, que pode ficar avermelhada e descamando. Essa forma de alopecia resulta na perda permanente de cabelo.
Ela pode surgir por conta de doenças inflamatórias, uso de produtos químicos agressivos ou até traumas causados durante penteados apertados. Isso leva à destruição dos folículos capilares.
O tratamento precisa ser feito por um dermatologista e pode incluir medicamentos os mais variados. Dessa forma, o médico vai orientar conforme o que está ocorrendo no couro cabeludo do paciente.
5. Eflúvio Telógeno
O eflúvio telógeno se manifesta pela queda de cabelo intensa, principalmente ao escovar ou lavar os fios. Essa situação pode durar alguns meses e é muitas vezes relacionada a estresse, alterações hormonais ou deficiências nutricionais.
Outras situações, como infecções (como a dengue) e até a COVID-19, também têm sido associadas a essa queda intensa de cabelo. O mecanismo do corpo em resposta ao estresse é o principal responsável.
Geralmente, o eflúvio telógeno não necessita de tratamento específico e a queda tende a se estabilizar ao longo do tempo, mas em algumas situações, o médico pode indicar medicamentos estimulantes.
6. Alopecia por Tração
A alopecia por tração é causada pela pressão constante de penteados apertados, como rabos de cavalo e tranças. Os sintomas incluem vermelhidão e até feridas no couro cabeludo, além de fios mais curtos e queda nas margens da cabeça.
Esse tipo costuma ser mais comum em mulheres, que buscam estilos de cabelo que acabam causando danos aos fios. O hábito de puxar o cabelo de forma intensa pode prejudicar o crescimento saudável do cabelo.
Para tratar, é preciso a orientação de um dermatologista, que pode indicar medicamentos para fortalecer e estimular o crescimento dos fios, além de outros cuidados para a área afetada.
Diagnóstico da Alopecia
Um especialista como o dermatologista é quem faz o diagnóstico da alopecia. A avaliação do couro cabeludo e de outros sinais é essencial para entender o que está acontecendo.
Para confirmar o tipo de alopecia, pode ser necessário coletar fios de cabelo para análise. Isso ajuda a encontrar a causa da perda de cabelo e assim possibilita um tratamento mais eficaz.
Se você está enfrentando sintomas de perda de cabelo, vale a pena procurar ajuda profissional. Cada caso é único e exige uma avaliação cuidadosa para encontrar a melhor abordagem para o seu problema.