A deputada federal Duda Salabert oficializou sua saída do PDT para se filiar ao PSOL. Ela classificou o movimento como um “retorno às origens”.
Duda Salabert havia deixado o PSOL em 2019 por divergências internas e ingressou no PDT. Por essa legenda, foi eleita vereadora em Belo Horizonte e, depois, deputada federal por Minas Gerais. Agora, ela afirma buscar um projeto de esquerda “mais amplo e sem amarras a agendas sem sentido”.
A saída do PDT ocorreu de forma negociada, sem disputa judicial. “O partido hoje é outro, e eu também sou outra”, disse a parlamentar. Ela agradeceu ao PDT pelo período de filiação.
A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, afirmou que a volta da deputada tem caráter estratégico. Segundo ela, a entrada de Duda fortalece a pauta ambiental do partido e contribui para ampliar a coesão ideológica nas próximas eleições.
Com a filiação, o PSOL acolhe novamente uma de suas principais lideranças em Minas Gerais. Em 2018, ainda pelo partido, Duda foi candidata ao Senado e obteve 351.874 votos, a maior votação da legenda no estado naquele pleito. Não se elegeu, mas ganhou projeção nacional ao se tornar a primeira pessoa transgênero a disputar o cargo.
Já no PDT, consolidou-se como uma das principais puxadoras de votos. Em 2020, foi eleita a vereadora mais votada da história de Belo Horizonte, com 37.613 votos. Dois anos depois, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados com 208.332 votos, a terceira maior votação de Minas Gerais.
A mudança partidária ocorre em um contexto de preparação para as eleições de 2026. O retorno ao PSOL reposiciona a deputada dentro do espectro político de esquerda, em uma sigla onde ela já teve base eleitoral expressiva.
A trajetória política de Duda Salabert, marcada por altas votações, chama a atenção pelo fato de ela ser uma das poucas parlamentares transgênero no Congresso Nacional. Sua atuação tem foco em pautas ambientais, educacionais e de direitos humanos.
