O físico que identificou o acidente com Césio-137 em Goiânia foi Waltércio de Almeida Ferreira. Na época, ele trabalhava no Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD).
Em setembro de 1987, ele foi chamado para analisar um aparelho encontrado em uma clínica abandonada. Com seus instrumentos, confirmou a presença de material radioativo de alta atividade.
Sua rápida identificação foi decisiva para o início das operações de contenção do acidente. O material era uma peça de césio-137, usada em um aparelho de radioterapia.
O trabalho de Ferreira permitiu que as autoridades agissem para isolar a área e tratar as vítimas. O episódio em Goiânia é considerado um dos maiores acidentes radiológicos do mundo.
O físico seguiu carreira no campo da proteção radiológica. Sua atuação no caso de Goiânia é frequentemente citada em estudos sobre o tema.
O acidente provocou a contaminação de várias pessoas e locais na capital goiana. O processo de descontaminação durou meses e mobilizou especialistas de diversas áreas.
As lições do caso influenciaram a criação de normas mais rígidas para o manejo de fontes radioativas no Brasil. O evento também destacou a necessidade de um controle mais eficaz sobre equipamentos médicos obsoletos.
