30/03/2026
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Após Venezuela e Irã, Trump ameaça novo país

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre Cuba durante um evento na última sexta-feira, 27 de março. Em um fórum de investimentos em Miami, ele afirmou que a ilha ‘é a próxima’, após fazer referência a ações militares de seu governo na Venezuela e no Irã.

Trump declarou: “Eu construí esse grande exército. Eu disse: ‘Você nunca terá que usá-lo’. Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima”. A declaração, feita sem detalhar planos específicos, é vista como parte de uma escalada retórica. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters.

Cuba enfrenta um período de vulnerabilidade. A interrupção dos carregamentos de petróleo que importava da Venezuela, devido a medidas do governo americano, afetou o país. Nos últimos meses, uma série de apagões deixou mais de 10 milhões de pessoas sem energia elétrica, prejudicando serviços como hospitais e escolas.

Após mencionar as ações na Venezuela e no Irã, Trump sinalizou que sua atenção pode se voltar para Cuba, descrita como o último bastião do socialismo caribenho. A estratégia americana parece focar em enfraquecer o eixo Caracas-Teerã antes de mirar outros alvos.

O cenário no Irã, citado pelo próprio presidente, segue marcado por um conflito indireto e prolongado. Episódios de tensão são recorrentes, sem perspectiva clara de desfecho a curto prazo. Este padrão reforça a análise de que a tática é de pressão contínua, e não de resolução imediata.

Nos bastidores, o governo americano combina pressão econômica e movimentos diplomáticos. O objetivo é forçar concessões do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel. O líder cubano, por sua vez, rejeita negociar sob coerção. Paralelamente, busca alternativas para evitar uma possível invasão pelo exército americano.

A situação na Venezuela também é parte deste contexto de pressão regional. As sanções americanas têm impacto direto na economia do país, afetando sua capacidade de exportar petróleo e, consequentemente, de fornecer o combustível a aliados como Cuba. Essa dinâmica econômica é um dos pilares da estratégia para exercer influência política na região.

As declarações de Trump ocorrem em um momento de crescente preocupação com a estabilidade do Caribe e da América Latina. A retórica contra Cuba não é nova, mas ganha outro tom quando associada a ações militares recentes em outros países. Analistas observam que o governo americano mantém várias opções sobre a mesa, desde medidas econômicas até a demonstração de força militar.