28/03/2026
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Césio-137 de Goiânia: radioatividade por décadas

O acidente com césio-137 em Goiânia, ocorrido em 1987, continua a levantar questões sobre a duração de sua radioatividade. O césio-137 é um isótopo com meia-vida de aproximadamente 30 anos.

Isso significa que a cada três décadas, a intensidade da radiação emitida pelo material cai à metade. Com base nesse cálculo, o material envolvido no acidente ainda permanece radioativo.

Desde o ocorrido, passaram-se vários períodos de meia-vida. Para que a radioatividade chegue a um nível considerado insignificante, são necessárias várias meias-vidas, o que pode levar séculos.

O processo de descontaminação da área foi extenso. Toneladas de lixo radioativo foram removidas e acondicionadas. Esse material foi transportado para um depósito definitivo construído especialmente para este fim.

O local de armazenamento final fica em Abadia de Goiás. O depósito foi projetado para isolar os rejeitos e garantir segurança por um longo período, monitorando qualquer impacto ambiental.

A vigilância nas áreas afetadas continua até hoje. Autoridades realizam medições periódicas para verificar os níveis de radiação no solo e no ambiente. O objetivo é assegurar a proteção da saúde pública.

O acidente serviu como um marco para a revisão das normas de segurança radiológica no Brasil. Novos protocolos mais rígidos para o uso e o descarte de fontes radioativas foram estabelecidos após o episódio.

Várias pessoas foram diretamente afetadas pela exposição na época. O acompanhamento médico de alguns sobreviventes e suas famílias segue sendo realizado por instituições de saúde.

O caso de Goiânia é frequentemente citado em estudos e discussões sobre acidentes radiológicos urbanos. Ele demonstra os desafios de longo prazo no gerenciamento de rejeitos radioativos e na proteção das populações.