A Casa dos Poveiros, um clube tradicional da Zona Norte do Rio de Janeiro, foi interditada após parte do telhado despencar na manhã desta segunda-feira, 16 de março. A Defesa Civil municipal apontou risco de novos desabamentos no local.
O clube permanecerá fechado por tempo indeterminado. Equipes da Defesa Civil identificaram danos estruturais no imóvel e cobram reparos dos responsáveis.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU) informou que intimou os responsáveis pelo imóvel a comparecer ao órgão. Eles devem solicitar uma licença em caráter emergencial para executar as obras necessárias.
A secretaria ressaltou que a responsabilidade pela manutenção e conservação do imóvel é do proprietário. O clube já havia recebido uma notificação anterior por não estar em dia com a autovistoria obrigatória, um procedimento de verificação de segurança.
Segundo a Defesa Civil, a causa específica do desabamento ainda não foi determinada. A apuração pode ser feita por meio de perícia da Polícia Civil, caso o proprietário registre uma ocorrência sobre o caso.
Como o incidente não resultou em vítimas, não há abertura automática de um inquérito policial para investigar as causas.
Em uma nota divulgada após o evento, a direção da Casa dos Poveiros afirmou que já monitorava questões estruturais relacionadas ao telhado. A administração do clube disse que parte das intervenções necessárias dependia de trâmites com a seguradora e de autorizações da prefeitura.
A direção reafirmou que o clube só retomará suas atividades quando houver condições seguras para o funcionamento, sem previsão de quando isso ocorrerá.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender ao ocorrido na Rua Rio Comprido, onde fica a sede social. As equipes de socorro constataram a queda de uma parte considerável da cobertura do prédio.
Em outros assuntos relacionados à segurança e à ordem pública, uma megaoperação policial foi deflagrada em 15 estados do país. A ação, que mira facções criminosas envolvidas com tráfico de drogas e armas, cumpre 112 mandados de prisão e 180 mandados de busca e apreensão.
A operação é considerada um dos maiores esforços coordenados recentemente para combater a atuação de organizações criminosas em diversas regiões. As investigações que levaram à ação tiveram duração de vários meses.
Além disso, um relatório do Coaf, órgão de controle de atividades financeiras, indicou que o Fundo da Reag recebeu cerca de R$ 1 bilhão de empresas que têm ligações com o PCC, uma das maiores facções do país. As informações estão sendo analisadas pelas autoridades competentes.
