Após um alerta sobre a ferrugem asiática da soja no noroeste do Paraná, as autoridades ampliaram o monitoramento da doença para outros estados, com foco especial em Goiás. Embora não haja relatos da presença do fungo no estado em 2026, o atraso no plantio, causado pela irregularidade das chuvas, resultou em lavouras que estão sendo cultivadas mais tarde do que o usual. Essas lavouras mais tardias têm maior risco de infecção pela doença.
Para prevenir perdas significativas, como as que ocorreram na safra de 2003/2004, que resultaram em uma redução de cerca de 30% na produção de Goiás, o setor agrícola está investindo em ações de prevenção. No município de Rio Verde, localizado no sudoeste de Goiás, um laboratório, mantido pelo Sindicato Rural em colaboração com instituições de pesquisa, está oferecendo análises gratuitas para os produtores locais.
Esse controle rigoroso da ferrugem é essencial para a saúde do mercado global, já que a soja brasileira é projetada para representar cerca de 60% da oferta mundial em 2026. Em 2025, Goiás exportou mais de 14 milhões de toneladas do grão, alcançando o segundo maior volume de exportação na história do estado.
Especialistas ressaltam que a combinação de altas temperaturas e chuvas irregulares favorece o surgimento de doenças fúngicas. Por isso, é crucial que o monitoramento comece o quanto antes. Isso permitirá intervenções rápidas, ajudando a evitar prejuízos significativos para os agricultores.
