O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 30 anos, está completando um mês em Caldas Novas, Goiás. Natural de Uberlândia, Minas Gerais, Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de setembro. O registro mais recente foi feito por câmeras de segurança do elevador de seu prédio, onde morava.
Na última sexta-feira, 16 de outubro, a Polícia Civil de Goiás informou que o caso agora está sob responsabilidade do Grupo Especial de Investigação de Homicídios. As autoridades estão realizando uma força-tarefa, que inclui diligências, depoimentos e análises técnicas. Entretanto, a polícia decidiu não divulgar mais informações sobre o caso no momento, visando manter o sigilo das investigações e evitar qualquer impacto negativo nas apurações.
O desaparecimento de Daiane chamou atenção devido às circunstâncias que o cercam. Na data do sumiço, ela foi ao subsolo do edifício, possivelmente em razão de uma queda de energia. Além disso, a corretora tinha um histórico de desavenças com o síndico do condomínio, tendo movido uma ação judicial contra a administração do prédio desde o ano passado. Uma tentativa de conciliação entre eles, realizada em uma audiência virtual em outubro, não resultou em acordo.
Diversos cartazes com a imagem de Daiane foram espalhados pela polícia na tentativa de localizar testemunhas ou obter informações sobre seu paradeiro.
### Últimos Momentos
No dia em que desapareceu, Daiane foi flagrada às 18h50 entrando no elevador enquanto gravava um vídeo com o celular. Ela pressionou os botões do térreo e do subsolo, saindo do elevador no primeiro andar, mas voltou ao elevador dois minutos depois. Daiane foi vista descendo para o subsolo e, a partir desse momento, não foi mais localizada.
Os familiares relataram que as câmeras de segurança do edifício não mostram Daiane saindo do local. Além disso, seu carro estava em uma oficina mecânica, e ela não levava consigo nenhum pertence pessoal, exceto o celular. A gravação que ela estava fazendo tinha como objetivo alertar uma amiga sobre o problema de energia no prédio. No entanto, as filmagens feitas depois que ela entrou no subsolo não foram completadas e não chegaram a ser enviadas.
Em uma declaração emocional, a mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, expressou sua preocupação, afirmando que sua filha saiu de casa com a intenção de resolver o problema da energia, sem levar óculos e deixando a porta do apartamento aberta. “A minha filha desapareceu, literalmente, dentro do prédio”, disse. A busca por respostas continua, e a família espera que novas informações possam surgir a qualquer momento.
