17/01/2026
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Salários de plantões médicos em Goiânia superam cidades vizinhas

O Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego) iniciou uma greve na rede municipal de saúde de Goiânia no dia 13 de outubro. A principal reivindicação é a revogação do Edital 003/2025, que trata do novo credenciamento de médicos para o município.

Esse edital estipula que os médicos generalistas receberão R$ 1,4 mil por plantão de 12 horas. É possível realizar até 25 plantões por mês, resultando em uma remuneração bruta de até R$ 36 mil mensais. Apesar desse valor, um levantamento comparativo mostrou que Goiânia paga acima da média de municípios da Região Metropolitana e cidades vizinhas, o que contestaria a alegação de que os salários são desvalorizados.

Em Trindade, por exemplo, os médicos recebem R$ 1,3 mil por plantão de 12 horas. Em Senador Canedo, o valor é de R$ 1.250, e em Aparecida de Goiânia, os profissionais ganham R$ 1,2 mil. Anápolis apresenta a menor remuneração entre as cidades analisadas, com R$ 950 por plantão. Na rede privada de Goiânia, a média paga por plantão está em torno de R$ 1.360, um valor inferior ao que está previsto no novo edital da Prefeitura.

Os plantões na rede municipal acontecem tanto durante o dia, das 7h às 19h, quanto à noite, das 19h às 7h. Há diferenciação de valores para serviços prestados em finais de semana, feriados e conforme a especialidade médica, o que pode aumentar ainda mais a remuneração dos médicos.

Além da questão salarial, a greve foi convocada por uma série de insatisfações que vêm se acumulando há meses. Os trabalhadores da saúde, de diferentes categorias, reivindicam melhorias na regularização do fornecimento de insumos, condições de trabalho adequadas, previsibilidade nos pagamentos e revisão de editais que poderiam comprometer os direitos e a qualidade do atendimento à população.

Os manifestantes exigem a manutenção do Edital de Chamamento nº 06/2024 e a revogação do Edital nº 03/2025, que prevê uma redução de até 35% nos honorários médicos e a possibilidade de jornadas de até 24 horas contínuas, sem o descanso adequado, segundo as entidades representativas.