A atriz Gabriela Loran, famosa por seu papel como Viviane na novela “Três Graças”, da TV Globo, tem conquistado o público não apenas pela qualidade de sua atuação, mas também pela forma como sua personagem representa a realidade das mulheres trans no Brasil. Loran expressa satisfação ao ver a vida de uma mulher trans sendo abordada de maneira significativa na trama.
Em suas declarações, a atriz enfatiza a importância de ocupar um papel central na novela, afirmando que isso permite que ela compartilhe a experiência de mulheres trans. “Ser trans não define a mulher que sou. Na novela, Viviane é uma protagonista que tem sua própria história, o que me deixa muito orgulhosa”, afirmou. A personagem não é apenas um símbolo, mas também cuida de outras pessoas e promove afetos, desafiando estereótipos negativos.
Gabriela aponta que o Brasil ainda enfrenta um grave problema com a violência contra a comunidade trans, e representar uma mulher trans com uma vida rica e complexa pode ajudar a mudar essa percepção. Viviane, por exemplo, é formanda em Farmácia e tem uma vida cheia de significados, refletindo que as pessoas trans têm histórias diversas, não sendo limitadas a narrativas de dor e morte.
Em uma entrevista, Gabriela Loran também compartilhou seu desconforto com a etiquetagem de “atriz trans”. Desde o início de sua carreira, ela tem se esforçado para ser reconhecida como Gabriela Loran, sem ser reduzida à sua identidade de gênero. “Não quero ser apenas conhecida como a atriz trans de Malhação ou de Três Graças. Sou muito mais que isso”, disse.
Ela também ressaltou a importância de humanizar sua personagem. Gabriela acredita que é fundamental mostrar Viviane em situações cotidianas, não apenas enfrentando transfobia, mas vivendo plenamente como qualquer outra pessoa. “Quando saio de casa, não estou pensando sobre transfobia. Quero levar essa visão para a personagem, mostrando que a transfobia é um tema sério, mas que não deve definir quem Viviane é”, concluiu.
Assim, Gabriela Loran está usando seu papel para promover uma maior compreensão e aceitação da diversidade, ao mesmo tempo em que busca uma representação mais autêntica e humana para as mulheres trans na televisão.
